24/02/2022
5:00 AM
Leste da Ucrânia
Subitamente, o silêncio da madrugada é rompido, e de maneira nada agradável. Ouvem-se o som de bombas em diversas cidades ucranianas. Aviões russos cruzam o céu noturno, abrindo passagem para blindados e infantaria, disparando sem cessar. Navios de guerra navegam no Mar Negro, saídos da Rússia e da Crimeia, carregados de soldados e mais tanques. Tropas russas invadem a Ucrânia pela fronteira entre esta, a Rússia e a Bielorússia. Vladimir Putin, presidente da Rússia e ex-agente da KGB, havia declarado guerra ao país vizinho. Era o início de um novo conflito europeu.
Volodymyr Zelensky, presidente da Ucrânia, imediatamente clamou por auxílio externo, ao mesmo tempo que invocava uma grande e desesperada resistência por parte do seu povo. Joe Biden, presidente americano, anunciou sanções, assim como a União Europeia. O Conselho de Segurança da ONU condenou a invasão. Equipamentos vindos da Polônia, Bélgica, Lituânia e Estônia são enviados para o povo ucraniano, agora nas ruas, defendendo sua pátria com armas na mão, recusando a rendição exigida pelo inimigo. Acusações são feitas, histórias de atos heróicos repercutem, soldados tombam em ambos os lados. O caos se espalha por toda a parte...
Quais foram as reações específicas de cada país a esta inesperada guerra? O que fizeram os principais líderes internacionais e personalidades políticas? O que ainda pode acontecer?
Bem... desde que se deu esta inesperada invasão da Rússia sobre o extenso território ucraniano que o mundo está em choque, e a mídia não fala de outra coisa. Putin afirma estar agindo na defensiva, acusa a Ucrânia de ser fantoche de seu maior inimigo, os Estados Unidos da América, e diz que regiões da nação agora sob invasão desejam se separar da Ucrânia, sendo que seus atos são justos e corretos. A Ucrânia, apoiada por quase todo o mundo ocidental, por outro lado, refuta as afirmações, declarando estar sofrendo uma violenta e injustificada agressão. Qualquer que seja o lado verdadeiro, o fato é: a Rússia invadiu o país vizinho, tomando grande parte do território adversário em questão de dias, armas nucleares a postos, suposta superioridade total em todos os sentidos, avançando implacavelmente.
Há pouca esperança para a Ucrânia, uma vez que, mesmo após ter sofrido graves sanções de todas as direções, ter mesmo sido eliminada do SWIFT (Sociedade de Telecomunicações Financeiras Interbancárias Mundiais - Society for Worldwide Interbank Financial Telecommunication) e o espaço aéreo europeu fechado a seus aviões, a Rússia não deu sinais de recuo, e apenas ataca, explode e bombardeia, estando os países "aliados" pouco dispostos a fornecer auxílio militar direto. Putin não é tolo. Talvez não tivesse previsto tantas sanções, mas com certeza sabia que a reação ocidental não seria muito boa para ele. Agora que já foi tão longe, é pouco provável que recue, ainda mais tendo completa vantagem militar (o orçamento militar russo é cerca de 10 vezes maior que o da Ucrânia e suas forças bélicas são extremamente mais numerosas, além de possuírem tecnologia mais avançada). Conquistou quase todo o país em uma semana, perdendo apenas 6.000 (segundo o próprio Zelensky) soldados. Sua vantagem é impressionante.
Há muito que falar sobre as reações dos principais líderes internacionais. Para começar, Joe Biden, presidente dos Estados Unidos da América, recebeu várias críticas recentemente, inclusive do ex-presidente Donald Trump (que foi o primeiro presidente da nação em três décadas que não iniciou uma guerra, além de ter feito acordos com a Coreia do Norte, aproximado Israel dos Emirados Árabes os Unidos e retirado milhares de tropas do Oriente Médio e, por isso, têm lugar de fala em tão complexo assunto) pela sua reação débil as agressões russas, uma vez que Biden tinha dito a Putin que ele e seu país sofreriam "graves consequências" se invadissem a Ucrânia. Porém, as sanções americanas pouco mudaram as convicções russas, uma vez que retirar bancos da Rússia (como fez Joe Biden) mais afeta a população do país do que ao seu regime bilionário.
A UE, a ONU, a Inglaterra, a Suíça, todos condenaram a invasão veementemente. Nicolas Maduro, ditador da Venezuela, por sua vez, apoiou Vladimir Putin, enquanto a China, velha aliada da Rússia, recusou-se a condenar os invasores, colocando toda a culpa em cima dos Estados Unidos e da OTAN (Organização do Tratado Atlântico Norte, sociedade militar com o objetivo de proteger países de invasões comunistas. Há anos que a Ucrânia simpatiza com o bloco, assim como com a União Europeia, ação que, segundo Putin, é algo que também justifica a invasão). O Brasil, cujo presidente (Jair Messias Bolsonaro) visitara a Rússia e se sentara ao lado de Putin alguns dias antes da invasão, permanece neutro, não por simpatia a invasão, mas pelo fato de que os fertilizantes russos são essenciais para a agricultura do país. Hoje a Bielorússia, fantoche de Putin, anunciou que pararia de vender fertilizantes para o Brasil, algo que põe em risco a economia do país. Bolsonaro ainda decidirá se seu posicionamento quanto a questão.
Quanto ao futuro, são ínfimas as possibilidades. O provável é que a Rússia, uma vez tendo ido tão longe e já estando tão isolada economicamente, não recue. Eles não entraram nesta guerra para perder. Querem a vitória a todo o custo. Podemos esperar novidades, e não necessariamente agradáveis, vindas da Ucrânia nos próximos dias. Vejamos como progride esta tragédia que é uma nova guerra europeia.
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