MUDANÇAS NO CENÁRIO ELEITORAL
Sergio Moro, o ex-político e antigo líder das investigações da Lava-Jato, representante da assim chamada "terceira via", finalmente aceitou a realidade e abandonou a corrida pela presidência, apesar de ter afirmado a poucos dias que "desistir da minha pré-candidatura para presidente da República seria desistir de mudar o país, do sonho de mudar o país", saindo do Podemos e causando decepção geral entre os seus poucos apoiadores. O ex-ministro da Justiça se filiou ao União Brasil e provavelmente irá concorrer para deputado federal. Vale lembrar que essa inesperada mudança de planos por parte do ex-ministro deu-se apenas alguns dias depois de seus aliados do MBL também terem ingressado no partido. Certamente o seu baixo desempenho nas pesquisas foi uma das motivações da desistência.
Em contra partida, o "bem-amado" João Dória, Governador do Estado de São Paulo, anunciou sua pré-candidatura a presidência da República, a qual concorrerá pelo PSDB (Partido Social Democrata Brasileiro). Apesar de ter apenas 2% de apoio nas pesquisas e o atual cenário eleitoral ser difícil para a vitória de uma terceira via, o governador empolgou-se e afirmou: "vamos vencer o populismo, vamos vencer a maldade, vamos vencer a adversidade, vamos vencer a corrupção e juntos, todos nós, vamos ter um Brasil, um novo Brasil. Viva a nossa Pátria! Viva a Democracia!". Embora as ações ditatoriais que já cometeu como governador contradizerem suas declarações de apoio a democracia, parece que Dória quer substituir Moro como representante da desanimada terceira via e aumentar o apoio entre a população que, como já dissemos é de apenas 2%.
Quanto ao atual presidente Jair Bolsonaro, sobe cada vez mais nas pesquisas, preocupando os dirigentes petistas que já contavam com uma vitória de Luiz Inácio Lula da Silva no primeiro turno. Apesar da outrora vantagem exorbitante do candidato e ex-presidente esquerdista, sempre foi evidente o divórcio entre as pesquisas e a realidade, e tão drástica mudança não foi surpresa para muitos, que só esperavam que o real panorama eleitoral viesse a tona. Bolsonaro continua crescendo nos gráficos, e cada vez que visita uma cidade, fazendo o povo ir as ruas para saudá-lo, fica mais óbvia a sua popularidade entre o povo.
Geraldo Alckmin, antigo governador de São Paulo, que disputou com Lula a presidência da república em 2006, recentemente filiou-se ao PSB, sendo que provavelmente disputará a vice-presidência fazendo chapa com o antigo rival a pouco referido. Em evento de filiação, disse que Lula é a "esperança do povo brasileiro", e deu mais uma prova de que a rivalidade de PT e PSDB sempre foi falsa, novamente relembrando a velha estratégia das tesouras utilizada pelos dois partidos aliados durante décadas.
Como não poderia deixar de ser, o ex-presidiário e ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva fez algumas declarações preocupantes nas últimas semanas. Afirmou que o MTST será "protagonista" de seu eventual governo, que irá revogar a reforma trabalhista e falou novamente em regulamentação da mídia e das redes sociais entre outras promessas. Apesar de tudo, parece que o petista está com medo das ruas, uma vez que, a contrário de Bolsonaro, não viaja pelo Brasil e muito menos é saudado em massa pela população. Como já foi referido, sua queda nas pesquisas preocupou o partido e seus apoiantes. O cenário eleitoral, visto do ponto de vista das pesquisas, nunca foi tão incerto.
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